O Museu Paranaense (MUPA) foi o primeiro do Paraná e o terceiro do Brasil. Inaugurado em 1876, tem como sede o Palácio São Francisco. O acervo faz um passeio pela história do Estado, com mais de 400 mil itens. Saiba mais sobre as mostras do espaço que estão em cartaz.
Exposições de Longa Duração
Objeto Sujeito
A exposição Objeto Sujeito é uma mostra de longa duração que reúne o trabalho de doze artistas brasileiros contemporâneos e o acervo histórico do Museu do Paraná (MUPA). Ela explora a história do estado e do museu, trazendo uma nova interpretação de eventos históricos. Com mais de 140 obras do acervo e de artistas como Arthur Palhano, Clara Moreira e outros, a exposição usa diversas linguagens, como fotografia, pintura e vídeo, para abordar temas como a transformação da paisagem, literatura simbolista, política, esporte e exploração ambiental. A curadoria é formada por Pollyana Quintella, Felipe Vilas Bôas e Richard Romanini.
Lange de Morretes: entre-paisagens
Inaugurada no dia 08 de dezembro, no MUPA, a exposição “Lange de Morretes: entre-paisagens” reúne pinturas de Lange de Morretes já restauradas e pouco conhecidas publicamente. Além disso, também são apresentados outros materiais, como fotografias, documentos e conchas, que revelam a vertente científica do artista na área de malacologia – um ramo da biologia que estuda os moluscos. A mostra ocupa a Sala Monográfica do Museu, um espaço que é dedicado a exposições que se aprofundam em um personagem ou tema de importância histórica, artística ou antropológica em diálogo com o acervo do MUPA. “Lange de Morretes: entre-paisagens” tem curadoria do pesquisador Marco Baena, doutorando em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP.
Nosso estado: Vento e/em Movimento
A exposição tem longa duração e é formada por dois eixos: Deslocamentos por dentro e Deslocamentos pela margem que se subdividem em 5 núcleos cada. O primeiro eixo propõe um mergulho na história de algumas das diversas comunidades que formaram o Estado do Paraná, desde migrantes relacionados aos deslocamentos históricos e contemporâneos, abarcando também experiências vinculadas a exílios indígenas (como o emblemático caso da etnia Xetá) e comunidades quilombolas.
Já o eixo Deslocamentos pela margem é dedicado à cultura caiçara. Nele o visitante é convidado a conhecer a complexidade da experiência coletiva das comunidades caiçaras do litoral paranaense por meio de sua musicalidade, religiosidade e relação com seu território. Os registros audiovisuais presentes na exposição passam a integrar o acervo documental do Museu Paranaense, ampliando a diversidade de vozes e expressões populares e tradicionais desta instituição de 145 anos de existência.
Ephemera/Perpétua
Amplamente multidisciplinar, a mostra de longa duração apresenta em torno de 180 peças do acervo do museu, um dos mais importantes da América Latina nos campos da antropologia, arqueologia e história, e também objetos das coleções do Herbário Municipal de Curitiba, Departamento de Zoologia da UFPR, Museu Casa Alfredo Andersen e Museu Oscar Niemeyer.
Entre o conjunto exposto estarão exsicatas, pinturas, fotografias, vídeos, zoólitos milenares, livros, manuscritos, além de plumárias, adornos e lanças de diferentes etnias indígenas. Cada um dos objetos selecionados para compor a mostra conta mais que uma história: convida à reflexão sobre o sentido das coleções e dos colecionadores, sobre o que é efêmero e o que é perpétuo, de forma mais sutil ou notória.
Numismática e Cultura Material: Coleções do Museu Paranaense
A exposição é composta por cerca de 600 objetos, entre moedas, cédulas, medalhas, condecorações, fichas, jetons e outros itens relacionados – mostra parte do acervo de numismática do Museu Paranaense, oriundo, principalmente, das coleções David Carneiro, Vladimir Kozák, Julio Moreira, Erasmo Pilotto e Banestado.
Além de cédulas e moedas de vários países e épocas diferentes, estão expostas medalhas do Brasil e do estrangeiro, com várias cunhadas no Paraná. Há também vitrines especiais em homenagem a Julio Moreira, diretor do Museu Paranaense nos anos 1960; a Dom Pedro II; a José Peon, artista na cunhagem de medalhas no Paraná; e ao Banestado, cujo acervo foi incorporado ao Museu Paranaense.
A exposição está aberta ao público desde o início de 2015, e é uma instalação de longa permanência no circuito do Museu Paranaense.
Mejtere: histórias recontadas
Mejtere: histórias recontadas é uma exposição de longa duração, resultado de projeto de curadoria compartilhada entre a instituição e indígenas. A mostra reverbera uma pluralidade de vozes indígenas, que refletem novas perspectivas sobre as coleções etnográficas do museu a partir do encontro do grupo de estudantes indígenas com o acervo do MUPA. A mostra tem curadoria de Robson Delgado (Baré), Ivanizia Ruiz (Tikuna) e Camila dos Santos (Kanhgág), acompanhada pela equipe do MUPA formada por Josiéli Spenassatto e Giselle de Moraes.
Funcionamento
O local funciona de terça a domingo, das 10h às 17h30. A entrada é gratuita e o museu é aberto a todos os públicos.
fonte: Museu Paranaense/Gazeta do Povo
A programação e as informações descritas neste post estão sujeitas a alterações sem aviso prévio por parte da organização do espaço.






