A Universidade Federal do Paraná (UFPR) inaugurou o Museu de Territórios Afroparanaenses (MAFRO-PR).
A iniciativa inédita é voltada à preservação, pesquisa e difusão da história, da cultura e da presença da população negra no estado.
O projeto foi viabilizado com a destinação de R$ 500 mil em recursos oriundos de emendas parlamentares da deputada federal Carol Dartora (PT-PR), que participou da cerimônia de lançamento no Auditório Eny Caldeira, no Campus Rebouças, em Curitiba.
Considerado o primeiro museu do gênero no Paraná, o MAFRO nasce como um museu universitário em ambiente digital, reunindo acervos, pesquisas e registros sobre comunidades quilombolas, territórios negros, patrimônios culturais e trajetórias que contribuíram para a formação do estado, mas que historicamente permaneceram invisibilizadas.
“Investir na criação do MAFRO é garantir que a nossa história não seja mais invisibilizada. Investir nessa iniciativa inovadora é, sobretudo, garantir que a juventude negra conheça o seu valor histórico, cultural e social no Paraná. A nossa presença construiu este estado e este país. O MAFRO chega para que todos saibam que o Paraná também é negro, e que a nossa história é fundamental para compreender a identidade de todo o Brasil”, afirmou a parlamentar.
O museu está vinculado à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) da UFPR e será coordenado pela professora Judit Gomes da Silva.
Além de funcionar como plataforma digital aberta ao público, o espaço reunirá fotografias, documentos históricos, registros audiovisuais e pesquisas produzidas em parceria com comunidades tradicionais, quilombolas e pesquisadores de diferentes regiões do estado.
Em relação ao acesso totalmente digital, o MAFRO permitirá que estudantes, pesquisadores e o público em geral consultem gratuitamente seu acervo, contribuindo para ampliar a produção e a difusão do conhecimento sobre os territórios afroparanaenses.
fonte: Bem Paraná
